Susan Credle, consultora criativa do grupo Omnicom e uma das vozes mais respeitadas da publicidade mundial, jogou uma bomba no setor: para ela, o marketing e conteúdo nas redes sociais vive hoje um "momento estranho", dominado pelo que ela chama de marketing performático — aquele que tenta fazer coisas de forma rápida e barata, sem alma, sem mensagem real, e que no final gera o que ela define como "poluição publicitária". A provocação vale muito além das grandes agências. Se você é dono de um pequeno negócio e está tentando aparecer nas redes, essa crítica fala diretamente com você — e pode ser exatamente o que faltava para mudar sua abordagem.
O que é marketing performático e por que ele polui?
A ideia de Credle é simples: quando todo mundo começa a produzir conteúdo só para "marcar presença", sem ter nada de verdade a dizer, o resultado é um feed cheio de barulho. Posts que parecem iguais. Legendas genéricas. Vídeos que poderiam ser de qualquer marca. Isso não comunica — satura. E quem paga o preço é o consumidor, que aprende a ignorar tudo, e o próprio negócio, que investe tempo e energia sem ver retorno.

O problema não é postar muito. O problema é postar sem propósito. E isso acontece muito quando o objetivo vira a quantidade — "preciso postar todo dia" — e não a qualidade da mensagem — "o que eu tenho a dizer que realmente importa para o meu cliente?".
Mas espera: isso significa que pequenos negócios devem postar menos?
Não necessariamente. A questão não é frequência, é autenticidade. Credle não está dizendo que você deve sumir das redes. Ela está dizendo que cada peça de conteúdo precisa ter uma razão de existir. E aqui mora uma vantagem enorme de quem tem um pequeno negócio: você tem histórias reais para contar.
- O cliente que voltou três vezes e contou por quê.
- O erro que você cometeu e como corrigiu.
- O processo por trás do que você entrega.
- A dúvida mais comum que seu cliente tem antes de comprar.
Isso não é "conteúdo de marca". É conteúdo humano. E é exatamente o que fura o bloqueio mental que as pessoas constroem contra a publicidade sem alma.

Como criar conteúdo que não vira poluição?
Antes de publicar qualquer coisa, vale se fazer três perguntas rápidas:
- Isso ajuda, diverte ou emociona alguém? Se a resposta for não para todas as três, o post provavelmente é ruído.
- Só eu poderia falar isso? Se qualquer concorrente poderia copiar e colar com o nome diferente, o conteúdo ainda não tem identidade.
- Meu cliente real reconheceria o problema ou situação que estou descrevendo? Conteúdo que ressoa é conteúdo específico, não genérico.
Esses filtros simples já eliminam boa parte do que Credle chamaria de poluição. E o melhor: eles não exigem que você saiba marketing. Exigem que você conheça bem o seu próprio negócio — e você já sabe.
E a IA? Ela não é a grande culpada pela enxurrada de conteúdo sem alma?
Essa é a pergunta que muita gente está fazendo em 2026, e a resposta honesta é: depende de como você usa. A IA pode acelerar a poluição se você pedir para ela gerar posts genéricos no piloto automático. Mas ela também pode ser uma parceira para você organizar e expressar melhor o que você já sabe — desde que você traga a matéria-prima: sua experiência, sua voz, sua perspectiva de quem vive o negócio todo dia.
A diferença está na intenção. Usar IA para não pensar é um atalho para o conteúdo vazio. Usar IA para pensar melhor e mais rápido é uma vantagem competitiva real. Ferramentas como a Tizze foram pensadas exatamente para esse segundo caminho — você traz o contexto do seu negócio, ela ajuda a transformar isso em conteúdo que faz sentido para quem você quer alcançar, e você revisa e publica com a sua cara.
O que Susan Credle nos ensina na prática?
Resumindo o recado da consultora em algo acionável para quem tem um pequeno negócio:
- Menos é mais quando o menos tem substância. Um post por semana com uma história real vale mais do que sete posts vazios.
- Rapidez e baixo custo não são problemas — falta de mensagem sim. Você pode criar conteúdo rápido e acessível, desde que ele diga algo verdadeiro.
- Sua diferença competitiva é você. Grandes marcas lutam para parecer humanas. Você já é humano. Use isso.
- Conteúdo bom gera conversa. Se o seu post não provoca nem uma resposta, uma dúvida, um salvamento — talvez valha revisitar a mensagem antes do próximo.
A provocação de Credle não é um ataque a quem usa tecnologia ou a quem produz conteúdo com frequência. É um convite para parar um segundo e perguntar: o que eu tenho a dizer que vale o tempo de quem vai ler? Se você conseguir responder isso com clareza, você já está à frente da maioria. E se quiser ajuda para transformar essa resposta em posts que funcionam nas redes, sem precisar virar marqueteiro, vale experimentar: Crie seu primeiro post na Tizze.
