A CBF notificou o aplicativo 99 por uma campanha de marketing nas redes sociais que usava o nome "Endrik" — uma referência clara ao jogador Endrick — para oferecer cupons de desconto a passageiros atendidos por motoristas com nomes parecidos com o do atleta. A ação foi tirada do ar rapidamente, tanto no aplicativo quanto nas redes sociais da empresa. O caso virou notícia, mas o que poucos percebem é que ele carrega uma lição de ouro pra qualquer dono de pequeno negócio que quer criar conteúdo criativo sem se meter em encrenca.
O que aconteceu exatamente com a campanha da 99?
No dia 19, a 99 lançou uma campanha temática aproveitando a fama do jogador Endrick, astro da Seleção Brasileira. A ideia era simpática: quem fosse atendido por um motorista parceiro com nome homônimo (ou parecido com o do atleta) ganharia um cupom de desconto. Criativo? Com certeza. Arriscado? Também.

A CBF entendeu que a campanha usava a imagem e o nome do jogador sem autorização, o que configuraria uso indevido de direitos de imagem. A notificação veio rápido, a 99 retirou tudo do ar e o assunto ficou. Mas a lição fica também.
Por que isso importa pra quem tem um pequeno negócio?
Você pode estar pensando: "Isso é coisa de grande empresa, não tem nada a ver comigo." Mas tem, sim. Pequenos negócios cometem erros parecidos o tempo todo — só que sem o departamento jurídico pra resolver depois.
Veja alguns exemplos comuns:

- Usar foto de famoso na publicação do seu produto sem autorização
- Aproveitar o nome de um personagem, série ou evento popular pra fazer uma promoção temática
- Compartilhar imagem de terceiros sem dar crédito ou verificar os direitos de uso
- Criar campanha baseada em música famosa sem checar se a letra ou o título é protegido
A diferença é que a 99 tem equipe pra apagar rastros rápido. Você, provavelmente, não tem.
Então não dá pra usar tendências e assuntos do momento no conteúdo?
Dá sim, e isso é inclusive uma das estratégias mais poderosas de marketing nas redes sociais. O erro não foi falar sobre o Endrick — foi usar o nome dele de forma que sugerisse uma parceria ou endosso que não existia.
Existe uma diferença enorme entre:
- Usar o assunto como contexto: "Assim como o Endrick chegou ao topo sem parar de treinar, seu negócio também pode crescer com consistência" — isso é referência, não uso indevido de imagem.
- Simular associação: Criar campanha que sugere que o jogador está envolvido, aprova ou patrocina seu produto — isso é o que gera problema.
A primeira abordagem é criativa, relevante e segura. A segunda pode render uma notificação bem chateante na sua caixa de entrada.
Como criar conteúdo criativo e atual sem correr risco?
Aqui vão algumas práticas simples que qualquer dono de negócio pode adotar agora:
- Use o assunto, não a pessoa: Fale sobre o tema que está em alta (a Copa, o campeonato, a conquista) sem colocar o nome ou a imagem do atleta como se ele endossasse você.
- Crie analogias: Compare a situação do momento com algo do seu negócio. É criativo, é relevante e não precisa de autorização de ninguém.
- Prefira imagens próprias ou com licença: Banco de imagens gratuitos como Unsplash ou Pexels oferecem fotos sem risco de processo. Melhor ainda: use fotos reais do seu negócio.
- Evite simular parcerias que não existem: Nunca use o nome ou a foto de uma celebridade de forma que pareça que ela recomenda seu produto — mesmo que seja só uma brincadeira.
- Releia antes de postar: Pergunte a si mesmo: "Isso poderia parecer que fulano está me apoiando?" Se sim, revise.
Como a IA pode te ajudar a criar conteúdo criativo e seguro?
Uma das maiores vantagens de usar inteligência artificial pra criar conteúdo é que você consegue gerar ideias criativas com base em tendências sem precisar sair copiando o que os outros estão fazendo — e sem depender de um marqueteiro pra validar cada post.
Ferramentas como a Tizze foram feitas exatamente pra isso: ajudar donos de pequenos negócios a criar posts, legendas e peças visuais com base no seu nicho e no que está acontecendo no momento, sem precisar saber nada de marketing. Você informa o que quer comunicar, a IA gera o conteúdo, e você confere, ajusta se quiser e publica. Simples assim.
E justamente porque você revisa antes de publicar, fica muito mais fácil evitar o tipo de erro que a 99 cometeu: quando você entende o que está sendo dito no seu conteúdo, você percebe quando algo pode gerar problema — antes de virar notícia.
O caso da CBF com a 99 é um lembrete de que criatividade sem atenção pode sair caro. Mas também mostra que o marketing de oportunidade — aquele que aproveita o momento certo pra falar com seu público — funciona muito bem quando feito com cuidado. Você não precisa de uma grande agência pra fazer isso. Precisa de uma boa ideia, um olhar crítico e as ferramentas certas. Se quiser começar a criar conteúdo relevante, criativo e sem dor de cabeça, Crie seu primeiro post na Tizze.
